Secretarias de Estado firmam acordo de cooperação para que empresas implantem unidades fabris dentro de unidades prisionais

Visando ampliar vagas de trabalho para as pessoas privadas de liberdade custodiadas em Unidades Penais e para as pessoas acompanhadas pelas Centrais de Medidas Alternativas Penais, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) assinou nesta segunda-feira, 16, um Acordo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics) visando a promoção e divulgação do Programa Novo Tempo à classe empresarial para implantação de fábricas dentro das Unidades Penais e contratação de mão de obra prisional.

“O trabalho da pessoa privada de liberdade ou acompanhada pela Seciju tem finalidade produtiva, vislumbrando novas oportunidades, obtenção de renda e diminuição da reincidência criminal, o que resulta na segurança da população. Por isso a parceria com a Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços se faz necessária, pois visa firmar parcerias com as empresas para utilização de mão de obra carcerária dos regimes fechado ou semiaberto e utilização dos espaços multiuso para a implantação de unidades fabris, dentro das unidades prisionais distribuídas nas regiões operacionais do Estado”, ressalta o secretário da Cidadania e Justiça, Heber Fidelis.

O secretário da Indústria, Comércio e Serviços, Tom Lyra, reconheceu a dedicação da Seciju em reinserir a pessoa privada de liberdade na sociedade. “Nós estamos recebendo o secretário da Cidadania e Justiça, Heber, um secretário muito querido e que está correndo atrás e fazendo a diferença no Estado na área prisional, que é uma área muito complexa, e nós iremos contribuir com a desmistificação e preconceito entre os empresários para que contratem mão de obra prisional”, afirma.

Trabalho prisional

Atualmente, o Sistema Penal do Tocantins tem 3.493 pessoas cumprindo pena em regime fechado, distribuídos em 29 Unidades Penais, sendo que 1.749 pessoas privadas de liberdade estão trabalhando em atividades internas e externas, o que corresponde a 50,07% da população carcerária.

Compartilhe com facebook
Compartilhe com twitter
Compartilhe com linkedin
Compartilhe com skype
Compartilhe com telegram
Compartilhe com whatsapp