Rio Grande do Sul responde por 75% da produção de azeite do Brasil

Estado começou o plantio em 2002 e hoje é o maior produtor de azeite do país.

As primeiras pesquisas com olivicultura começaram no Brasil na década de 1940, mas foi só no começo dos anos 2000 que os primeiros plantios foram implantados no Rio Grande do Sul. Por se tratar de uma cultura mediterrânea, havia dificuldades de adaptação com clima e solo. Foi no município de Cachoeira do Sul que foi produzida a primeira marca de azeite de oliva extra virgem em escala comercial no Brasil.

Atualmente, o estado sulista é o maior produtor de azeite do país, ficando à frente de Minas Gerais e São Paulo, que também têm olivais. As lavouras gaúchas somam 5,9 mil hectares, 321 produtores e 17 lagares, que são as indústrias que extraem o azeite de oliva. Os dados são do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). Atualmente, o Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 75% de toda a produção nacional de azeite.

Rota das Oliveiras

Foto: Pixabay

Há olivais espalhados por várias regiões do Rio Grande do Sul, sendo que 24 municípios integram a “Rota das Oliveiras”, criada em 2008 fomentar o turismo e a gastronomia de tais localidades.

Municípios do RS que integram a Roda das Oliveiras

  1. Bagé;
  2. Barra do Ribeiro;
  3. Cachoeira do Sul;
  4. Caçapava do Sul;
  5. Camaquã;
  6. Candiota;
  7. Canguçu;
  8. Dom Feliciano;
  9. Dom Pedrito;
  10.  Encruzilhada do Sul;
  11. Formigueiro;
  12.  Pantano Grande;
  13.  Pinheiro Machado;
  14.  Piratini;
  15.  Rosário do Sul;
  16.  Santa Margarida do Sul;
  17.  Santana do Livramento;
  18.  São Gabriel;
  19.  São Sepé;
  20.  Sentinela do Sul;
  21.  Vila Nova do Sul;
  22.  São João do Polesine;
  23.  Restinga Seca;
  24.  Hulha Negra.

Azeite no Rio Grande do Sul: potencial de crescimento

Segundo o Ibraoliva, um estudo edafoclimático apontou que o Rio Grande do Sul tem ainda mais potencial de expandir a atividade. Seriam pelo menos mais de um milhão de hectares aptos a receber novas oliveiras.

“Não podemos também instigar o mercado consumidor e não ter produto para entregar” — Renato Fernandes

“Temos mercado porque o Brasil é o segundo maior importador e consumidor do mundo”, comenta o presidente do Ibraoliva, Renato Fernandes. Ele, no entanto, tece observações sobre os custos iniciais para a produção dessa cultura. “A atividade é um investimento alto e que só começa a produzir em cinco anos. Não podemos também instigar o mercado consumidor e não ter produto para entregar”, complementou.

Foto: Freepik

Na safra 2021 foram 448 mil litros de azeite de oliva extra virgem extraídos, alta de mais de 120% em relação a safra anterior quando o clima prejudicou a produção. Cerca de um terço dos olivais plantados estão em produção e mais um terço deve entrar em produção nos próximos anos.

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