Reconhecimento e passado: o que pesou para Willian voltar ao Corinthians

Quando o nome de Willian pintou como possível reforço do Corinthians, a negociação parecia improvável. Afinal, aos 33 anos, o jogador estava no Arsenal, disputando a Premier League, recebendo uma fortuna na Inglaterra e ainda com mercado na Europa. No entanto, a repercussão da torcida corintiana e o carinho recebido nas redes sociais pesaram na decisão do meia-atacante, que retorna ao clube de seu coração após 14 anos no Velho Continente.
Revelado no terrão do Parque São Jorge, Willian tem toda uma história ligada ao Corinthians, que acabou influenciando seu retorno ao Brasil. Na infância, aos 8 anos de idade, o garoto foi observado por olheiros do Alvinegro enquanto jogava na escolinha de futebol do também corintiano Marcelinho Carioca. Surgiu o convite e, daí em diante, o menino passou a vestir as cores do Timão. Por anos, foi companheiro de Jô na base.
Vindo de uma família toda corintiana, o hoje meia-atacante cresceu sendo influenciado pelos seus pais a ser torcedor do Alvinegro, o que não foi uma tarefa tão difícil de ser cumprida. Ainda na infância, logo que foi aprovado no Corinthians, Willian deixou a cidade de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, para morar no Tatuapé — bairro onde está localizado o Parque São Jorge. Os pais de Willian alugaram a casa da família para conseguirem arcar com os custos do aluguel de um imóvel na Zona Leste de São Paulo.
O jogador ficou no Corinthians até a temporada 2007, quando despontou na equipe principal e, aos 19 anos, foi vendido ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por mais de 20 milhões de dólares na época. Depois, passou pela Rússia e pela Inglaterra, onde defendeu as cores do Chelsea por sete temporadas e, desde o ano passado, estava no Arsenal.
Enquanto atuava no Velho Continente não foram raros os momentos em que William falou sobre o Corinthians sem nunca esconder sua paixão. Sempre que perguntado se retornaria algum dia retornaria ao Brasil, o jogador deixou claro que sua prioridade seria vestir as cores do clube de seu coração.
Nesta janela, o desejo do atleta era permanecer na Europa. Aos 33 anos de idade e com duas Copas do Mundo no currículo, o meia-atacante tinha mercado no Velho Continente e, inclusive, chegou a ser sondado por outros clubes. Contudo, a manifestação do interesse do Corinthians e, principalmente, a repercussão e mobilização da torcida nas redes sociais mudaram a cabeça de Willian.
Quando assinou com o Arsenal, o meia-atacante ouviu do clube um projeto ambicioso de retomada de protagonismo no futebol inglês. No primeiro ano, os Gunners sequer conseguiram vaga para as competições internacionais e, nesta temporada, o clube inicia a Premier League com três derrotas — uma delas uma goleada — em três rodadas, sendo o pior time da elite inglesa atualmente.
O péssimo momento do Arsenal combinado com o apoio da torcida do Corinthians foram determinantes para que Willian topasse a proposta apresentada pelo presidente Duilio Monteiro Alves. O jogador é a grande contratação do clube nesta janela e chega com status de astro internacional, algo que não acontecia com o Alvinegro desde a chegada de Alexandre Pato, em 2013.

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