O que Tite deve tirar de positivo da goleada sobre o Uruguai?

A seleção brasileira voltou a convencer depois de dois jogos ruins e goleou o Uruguai por 4 a 1 na noite de ontem (14), na Arena da Amazônia, pela 12ª rodada das eliminatórias da Copa do Mundo. O time de Tite deu show diante de cerca de 13 mil torcedores e recuperou os elogios da torcida e da imprensa – até mesmo o técnico teve seu nome gritado no estádio.

Tite tem uma forma de jogar, e é natural uma oscilação, principalmente com mudança de pecas. A partida de ontem só reforçou que o Brasil compete de igual pra igual contra qualquer equipe no mundo. De bom, Raphinha como possibilidade para potencializar jogo de Neymar.

A vitória em cima do Uruguai foi marcante, para mostrar a todos que a seleção tem potencial para apresentar excelentes jogos. A questão é que é impossível manter essa regularidade. Nenhuma seleção no mundo faz isso. A herança da vitória é ter achado um jeito de maximizar Neymar. Raphinha tem que começar como titular na próxima rodada.

A seleção brasileira começou ontem o jogo contra o Uruguai com sete jogadores que atuam na Premier League, o campeonato longo de futebol mais forte e intenso do mundo. Não é à toa que tenha jogado tão bem. Não há vira-latismo algum. Não é nenhuma novidade, o nível de futebol praticado no Brasil e na América do Sul tem melhorado, mas está muito, muito abaixo do que vemos na elite do futebol mundial. O abismo não fica tanto no lado técnico, mas no tático e na intensidade do jogo. É um erro. É claro que não é necessário fechar as portas. Até porque fase boa conta muito, principalmente no caso de atacantes. Não é absurdo levar um ou dois caras que estejam brilhando muito, com altíssimo nível de confiança, nos dias anteriores à Copa do Mundo. Mas, essencialmente, nunca podemos perder de vista uma triste verdade: esses caras atuam em um futebol que não é o que será jogado no Mundial. Eles até podem dar certo na Copa e mostrar lá o mesmo nível que mostram no futebol daqui. Mas aí é uma questão de contar com a sorte. Apostar em caras adaptados ao mais alto nível semanal que existe no futebol, a Premier League inglesa, é bem menos arriscado.

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