Mulheres do Brasil: Nas Olimpíadas da equidade, protagonismo das atletas brasileiras enfileira nove medalhas em marco histórico

Foram necessários 125 anos para que o número de mulheres em Jogos Olímpicos chegasse perto da equidade. Tóquio-2020 apresentou 49% de atletas competindo em categorias femininas —e o estrondo delas não se confirmou apenas com o saldo de medalhas, mas também com o protagonismo no esporte e na luta.
O sucesso refletiu no desempenho brasileiro, que fecha o ciclo olímpico com a melhor participação feminina na história do país. O recorde de Pequim-2008, em que as brasileiras conquistaram sete medalhas, foi quebrado: no Japão, nove das 21 conquistas que colocaram o Brasil na 12ª posição foram trazidas por elas.

Representatividade

Meninas de todo o mundo receberam, por duas semanas, a informação de que podem e devem ocupar todos os espaços. Se inspiraram, torceram, aprenderam sobre idolatria. As mulheres em Tóquio se impuseram dentro e fora da competição. Gritaram aos quatro ventos que não há mais espaço para a sexualização do esporte feminino. No Brasil, se escancararam apesar do tão pouco investimento público. Venceram. E subiram ao pódio nove vezes.
Teve chuva de leveza e alegria que só uma menina poderia trazer para uma competição tão séria: a dança de Rayssa no skate. E quem dançou como se levitasse representou a favela com duas medalhas no pescoço. Teve duplo ouro consecutivo em dupla —e o carinho quando Martine Grael e Kahena Kunze colocaram as medalhas uma na outra no lugar mais alto do pódio. Teve, ao fim de dez quilômetros em mar aberto, o lema feminista que marcou Tóquio-2020: mulher pode ser o que quiser, onde quiser, a hora que ela quiser.

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