Midas do Cerrado: Irmãos investigados por pirâmide financeira alugavam outdoors para se promoverem em Palmas

Polícia suspeita de que eles tenham movimentado R$ 10 milhões aplicando golpes.

Os irmãos suspeitos de aplicarem golpes financeiros e praticarem esquema de pirâmide instalavam outdoors em Palmas para promover os negócios ilegais. A Polícia Federal suspeita de que eles tenham movimentado R$ 10 milhões nos últimos dois anos.

A investigação apontou que nove pessoas e duas empresas estavam envolvidas no suposto esquema. O grupo era liderado pelos irmãos Gustavo Ramos Barbosa Santos e Guilherme Augusto Santos, além de familiares dos dois.

“Na verdade existe uma investigação sobre supostos crimes financeiros praticados pelos meus clientes. Todavia eles já forneceram alguns documentos, alguns esclarecimentos e ao longo da investigação, com certeza vai restar demonstrada a idoneidade das operações que eles realizam”, conta o advogado Maurício Haeffner.

No Instagram, os irmãos ostentavam viagens internacionais e carros luxuosos avaliados em R$ 1 milhão, além de aviões, motos e festas. Desde 2020, eles vêm espalhando outdoors pelas avenidas da capital tocantinense, com a frase “Aqui mora Gustavo Ramos. Jovem milionário aos 21 anos”.

Segundo a PF, o grupo utilizava uma plataforma que tem sede nas Ilhas Seychelles, que não possuem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar no Brasil. “Além disso, o grupo se utilizava de ‘robôs’, operando em contas de terceiros, praticando um sistema de ‘pirâmide’ para lucrar em cima do prejuízo de diversas vítimas, que lhes seguiam e repassavam dinheiro para que fosse investido, acreditando em ganhos estratosféricos”, informou a PF.

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