Homem que movimentou R$ 12 milhões em esquema de cestas básicas levava vida simples em Palmas

Polícia diz que homem, apesar de aparecer como dono da empresa, era apenas laranja.

A Polícia investiga Diego Oliveira Coinbra, o suposto dono de uma das empresas que teria fraudado a entrega de cestas básicas durante a pandemia. A suspeita é de que o homem, mesmo recebendo cerca de R$ 12 milhões do governo do estado, era apenas um laranja do empresário Welber Guedes uma vez que o investigado levava uma vida simples em Palmas. Guedes teria desviado quase R$ 5 milhões no processo.

A investigação começou após a polícia receber uma denúncia anônima de que Welber Guedes de Morais, preso por supostas fraudes em obras de asfalto, havia mudado de ramo e passou a fornecer os alimentos que eram distribuídos pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas). Todos os contratos envolvendo a suposta empresa, foram feitos sem licitação e com valores superfaturados.

O suspeito teria aberto empresas e colocado laranjas como responsáveis. A defesa de ambos alegou que a entrega das cestas básicas foram realizadas integralmente e negaram irregularidades. Mas, apesar disso, a Polícia Civil concluiu, após analisar 23 notas fiscais, que os fiscais de contratos atestavam que o governo recebeu produtos que nunca foram entregues.

Nesta semana, foi descoberto um esquema de compra de carne de bovinos da raça Angus, em um frigorífico no Rio Grande do Sul. A compra era feita desproporcionalmente à demanda do mercado. Conforme uma testemunha, os cortes da raça Angus eram vendidas como carnes extraordinárias, ou utilizadas na fabricação de linguiça quando não saia a quantidade esperada. Todo o esquema lavava o dinheiro do crime e atribuía um fluxo de caixa inexistente.

Compartilhe com facebook
Compartilhe com twitter
Compartilhe com linkedin
Compartilhe com skype
Compartilhe com telegram
Compartilhe com whatsapp