Governo vai terceirizar cirurgias de ortopedia para desafogar HGP

A medida foi anunciada um mês após a implantação do novo sistema de regulação do HGP, criado para reduzir o fluxo de pacientes. Durante esse período a gestão verificou que a mudança gerou sobrecarga nas UPAs dos municípios.

As secretarias de saúde do Estado e do município de Palmas anunciaram nessa sexta-feira (27), de forma conjunta, um plano para terceirização dos atendimentos de pacientes que precisam de baixa e média complexidade na área de ortopedia. O objetivo é reduzir a demanda do setor no Hospital Geral de Palmas (HGP) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). As empresas interessadas terão que fazer um credenciamento.

Uma moradora de Palmas, que pediu para não ser identificada, conta que o cunhado sofreu traumatismo craniano durante um acidente em Palmas, foram mais de dez horas de espera entre a transferência da UPA para o HGP e a cirurgia.

“Foram fazer a regulação dele para o HGP, ele como paciente zero, gravíssimo, com traumatismo craniano e o HGP não recebeu paciente por falar que não tinha vaga e nem ponto de O2 para receber esse paciente”, contou.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, nos últimos 30 dias, o HGP recebeu 1.253 solicitações de atendimentos, sendo 706 por parte dos municípios e 547 dos hospitais. Do total de solicitações, 402 foram canceladas por óbito, desistência por melhora clínica e por duplicidade de registro.

O levantamento revela ainda que das 706 solicitações dos municípios para atendimentos no HGP, 61% são de ortopedia e traumatologia. Diante desses dados, para liberar mais vagas, as secretarias resolveram agir de forma conjunta e terceirizar o serviço. A proposta que deve ser colocada em prática nos próximos 90 dias.

“Vai tentar desafogar esses atendimentos. Já estamos começando, a ordem nossa é de fazer mais rápido possível. Nós vamos sentar com toda equipe, toda estrutura, todos os hospitais para ver a melhor forma de viabilizar esse projeto”, explicou o secretário estadual de saúde, Afonso Piva.

Para organizar, esse atendimento, o município de Palmas vai ter que investir no setor de ortopedia. São os médicos das UPAs que vão definir a gravidade do paciente e se ele deve der encaminhado para os hospitais particulares credenciados ou para o HGP, onde serão concentrados os pacientes de maior risco.

“Talvez aí com essas melhorias a gente vai conseguir reduzir os encaminhamentos, tendo outras opções ou ampliando o serviço para poder melhorar a rapidez nestes fluxos”, disse o secretário de saúde de Palmas, Daniel Borini.

O que diz o estado

Sobre o paciente que precisou aguardar mais de 10 horas entre a transferência e a cirurgia, a Secretaria Estadual de Saúde informou que ele estava estabilizado no leito de internação na UPA e sendo acompanhando pela equipe médica da unidade, enquanto o HGP organizava um leito para recebê-lo. A secretaria nega que tenha faltado oxigênio.

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