Focos de incêndio em Mato Grosso aumentam 20%

Brigadista do Pantanal acredita que o homem do campo é a tecnologia mais eficiente que existe para a prevenção e a detecção do fogo.

Com o tempo seco, comum para o período de inverno do Brasil central, há aumento dos focos de incêndio no país. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o primeiro semestre de 2022 registrou aumento no número de incêndios florestais no Centro-Oeste. Crescimento que se dá, principalmente, por causa de Mato Grosso. O estado já tem um aumento de 20% nesse quesito.

Assim como no Centro-Oeste, a região No também contou com aumento de focos de incêndio. Sudeste, Nordeste e Sul, porém, registraram incidências menores.

Esse não tem sido um problema enfrentado apenas pelo Brasil. Na Argentina, em questão percentual, o aumento de focos de incêndio é ainda mais significativo. Por lá, o dobro de focos de incêndio foi relatada de um ano para o outro — também tendo como comparação o primeiro semestre de 2022 contra o mesmo período de 2021.

Focos de incêndio em áreas produtoras

Foto: Divulgação

 

A preocupação é, principalmente, com os focos de incêndio que atingem as regiões produtoras e, consequentemente, danificam as safras. De acordo com Isafas Balke, um dos líderes da Brigada Aliança, que tem atuação no Pantanal, há algo mais importante do que combater esse problema que assola o campo. O ideal é preveni-lo.

Diferentemente de outras brigadas de incêndio que trabalham de forma periódica, apenas nos períodos mais secos e críticos, a Brigada Aliança atua nos 12 meses do ano, mesmo em meses chuvosos. Isso porque a ideia do projeto é conscientizar a população — e, claro, especificamente os produtores rurais — com treinamentos voltados à prevenção. Além disso, outro objetivo da equipe é mostrar como entrar e sair com segurança diante de focos de incêndio.

“[O homem] faz a prevenção e a detecção do fogo em primeiro lugar” — Isafas Balke

“O homem do campo é a tecnologia mais eficiente que existe no momento, porque ele faz a prevenção e a detecção do fogo em primeiro lugar”, diz Balke. A Brigada Aliança trabalha em diversas frentes, inclusive com o uso de satélites para a detecção do fogo.

Clima no Brasil central nos próximos meses

Foto: Acrimat

De acordo com as previsões divulgadas pela Climatempo, boa parte do Brasil central ainda vai enfrentar um longo período sem chuvas. As primeiras pancadas mais significativas só vão acontecer em setembro. Dessa forma, o regime chuvoso só deve se regularizar em meados de outubro.

“Os sistemas devem ficar mais concentrados na região Sul” — Willians Bini

“Até estão previstas algumas frentes frias em agosto, mas os sistemas devem ficar mais concentrados na região Sul”, explica o meteorologista e head de agronegócio da Climatempo, Willians Bini.

Compartilhe com facebook
Compartilhe com twitter
Compartilhe com linkedin
Compartilhe com skype
Compartilhe com telegram
Compartilhe com whatsapp