Filha denuncia Hospital de Xambioá por negligência após mãe morrer por Covid: ‘sem teste, sem UTI, sem ambulância”

A filha de Maria Soares da Rocha, de 82 anos, que morreu por Covid-19 ainda em 21 de janeiro, denuncia o Hospital Regional de Xambioá por negligência médica declarando que a mãe não recebeu o atendimento adequado para a situação.

Patrícia Soares, contou que a mãe foi até o hospital no dia 15 de janeiro e foi orientada a voltar para casa com a justificativa de que seria apenas uma gripe. “Minhas irmãs então ficaram com ela em casa por uns dias. Quando acharam que a saúde dela havia piorado a levaram de novo para o hospital umas 8h da noite do dia 19, mas não foi feito teste para saber se era coronavírus. No hospital não tinha teste para covid-19! Então minha irmã, depois de 24 horas, comprou um teste com dinheiro do próprio bolso, e o resultado foi positivo. Minha mãe faleceu no dia 21 às 11h da manhã, sem atendimento adequado”, contou.

Ainda de acordo com Patrícia, a mãe só foi atendida após o resultado positivo para Covid e a piora no quadro clínico. Na unidade não haviam leitos de UTI e a mulher precisou ser encaminhada ao Hospital Regional de Augustinópolis, o transporte para a outra unidade só aconteceu 24 horas depois da decisão.

Em nota, a Secretaria de Estafo da Saúde (SES-TO) lamentou o óbito da paciente e negou as informações passadas pela filha. Veja a nota na íntegra.
Nota da Secretaria de Estado da Saúde
“A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) lamenta o óbito da senhora M. S. R. e esclarece que não é verídica a informação que a paciente passou por diversos atendimentos no Hospital Regional de Xambioá (HRX). Conforme registros da Unidade Hospitalar, a paciente recebeu atendimento no mês de janeiro, apenas na noite do dia 19, aonde chegou bem debilitada.

Devido aos sintomas gripais da paciente, a equipe médica solicitou teste de Covid-19, sendo realizado o exame RT-PCR, padrão ouro, que é o utilizado pelas unidades hospitalares estaduais, com amostra encaminhada para o Lacen de Araguaína. As unidades hospitalares não utilizam teste rápido, como a família solicitava. Assim, devido a situação, a equipe da unidade hospitalar solicitou ao município o teste swab rápido, mas a secretaria municipal não tinha em estoque, naquele momento. Diante disso, a família se prontificou e fez a aquisição do teste para a paciente, com o diagnóstico positivo.

Com o agravamento do quadro e o teste positivo para Covid-19, a equipe médica solicitou leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a paciente, que rapidamente foi liberada. Porém, quando a UTI móvel chegou à unidade hospitalar a paciente não tinha condições de remoção/transporte, os médicos tentaram estabilizar a paciente sem sucesso. Durante a noite, após intenso trabalho da equipe hospitalar, a paciente foi estabilizada, e solicitado novamente leito de UTI, mas, infelizmente, a paciente piorou e foi a óbito, na manhã do dia 21, antes da transferência ser concluída.

A SES-TO esclarece que todas as informações sobre o atendimento da paciente estão disponíveis no prontuário médico, que pode ser consultado pela família. Por fim, a SES-TO lamenta o óbito e se solidariza com a família e amigos.”

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