Dona do TikTok planeja IPO mesmo sob ataque do governo chinês

A ByteDance, proprietária do aplicativo de vídeos curtos TikTok, está retomando seus planos de realizar uma abertura de capital (IPO), conforme noticiado pelo jornal Financial Times (FT) neste domingo (08). Em 2021, o grupo teve de cancelar os seus planos de listagem na bolsa de valores nos Estados Unidos por causa da pressão dos reguladores chineses contra os grupos de tecnologia.

Regulação das autoridades chinesa atrasou planos de IPO da controlada do TikTok. (Pixabay/Kon Zografos/Reproduçã)

O grupo chinês agora planeja ter ações listadas na bolsa de valores de Hong Kong no final deste ano ou início do ano que vem, segundo fontes ouvidas pelo FT. Em dezembro, a ByteDance anunciou a captação de cerca de US$ 5 bilhões em uma rodada de levantamento de capital que avaliou a empresa em US$ 180 bilhões.

No ano passado, a ByteDance mais que dobrou a receita, alcançando um faturamento de mais de US$ 34 bilhões e um lucro bruto de US$ 19 bilhões. A holding, que controla outras plataformas além do TikTok, tem um total de aproximadamente 1,9 bilhão de usuários mensais ativos.

Os planos da ByteDance, no entanto, podem mudar devido ao ambiente regulatório em rápida evolução do grupo de tecnologia da China. As ações da rival da TikTok, Kuaishou, caíram quase 12% na sexta-feira (06), depois que a mídia estatal chinesa exigiu regulamentações mais rígidas sobre vídeos na Internet.

Fiscalização chinesa

As autoridades chinesas prometeram uma supervisão mais rigorosa das aberturas de capital fora do país como parte do foco do governo na segurança nacional. Em junho, a chinesa Didi Chuxing, proprietária do 99 app no Brasil, realizou uma IPO de US$ 4,4 bilhões em Nova York, a maior abertura de capital do ano.

Quase imediatamente após a abertura de capital, a Administração de Segurança Cibernética da China, que regulamenta a internet no país, anunciou uma investigação sobre a Didi. Ao mesmo tempo, todos os seus aplicativos foram removidos das lojas de aplicativos chinesas.
Desde então, qualquer empresa chinesa com mais de 1 milhão de usuários precisa passar por uma revisão de segurança de dados antes de ser aprovada para uma IPO no exterior, para garantir que informações confidenciais do usuário não possam ser obtidas por reguladores estrangeiros.

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