Casas são alagadas em São Miguel do Tocantins

O número de pessoas desabrigadas ou desalojadas por conta das enchentes no Tocantins subiu para 2.840 neste domingo (16). Neste sábado eram 1.96 afetados. Segundo a Defesa Civil, mais famílias de São Miguel do Tocantins precisaram deixar as residências nas últimas 24 horas.

O Corpo de Bombeiros continua resgatando moradores afetados e até ilhados por inundações.

A situação mais grave é em São Miguel, na região norte do estado. O município que fica às margens do rio Tocantins, na divisa com o Maranhão, concentra a maioria de impactados. Na cidade há 195 pessoas desabrigadas e 1.950 desalojadas – algumas pessoas perderam tudo.

Em todo o estado, 30 municípios afetados por cheias estão sendo monitorados. A situação atual é a seguinte:

  • 245 desabrigados: Araguanã, Formoso do Araguaia, Itaguatins, São Miguel, Rio dos Bois e Pedro Afonso.
  • 2.595 desalojados: Araguanã, Dois Irmãos, Esperantina, Paranã, Rio dos Bois; Pedro Afonso, Tupirama, Tupiratins, Palmeirante, Bom Jesus, São Sebastião, São Miguel, São Sebastião, Sampaio e Itaguatins.

 

A Defesa Civil considera desabrigadas aquelas pessoas que precisaram sair de casa e foram levadas para abrigos públicos. Os desalojados são aqueles que também foram obrigados a deixar suas propriedades, mas estão em casas de parentes, amigos ou vizinhos.

Chuvas intensas são registradas no estado desde o fim de dezembro. O grande volume provocou a maior cheia do rio Tocantins dos últimos 20 anos. Comunidades ficaram ilhadas e propriedades submersas. No dia 5 de janeiro o Governo do Tocantins decretou situação de emergência por causa das enchentes.

As enchentes no Tocantins também causaram mortes. Um morador de Arraias tentou atravessar o rio São Domingos nadando e acabou sendo levado pela correnteza. Em Aragominas um homem encontrou o corpo do pai que morreu ao tentar atravessar córrego durante enchente.

O adolescente Ivan Gabriel Miranda da Silva desapareceu no rio Providência durante uma enchente no último dia 7 de janeiro. Os bombeiros estão tendo dificuldades para fazer buscas devido à cheia do rio.

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