BNDES suspende mais uma linha de crédito para o agronegócio

Apenas dez dias depois de suspender o recebimento de propostas no âmbito do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, por meio de circular, a suspensão do protocolo de pedidos de financiamentos do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), devido à alta demanda pelo crédito rural no início da safra 2021/22. O anúncio foi feito nesta segunda-feira.

Na circular, o BNDES diz que “permanece disponibilizando recursos aos produtores rurais e suas cooperativas por meio de outras linhas de crédito”. Criado para aumentar a competitividade das cooperativas, através do financiamento de sistemas produtivos e de comercialização do complexo agroindustrial, o volume de recursos para o Prodecoop no Plano Safra atual era de R$ 1,08 bilhão, com juros de 8% ao ano, limite de R$ 150 milhões por cooperativa e até 10 anos de prazo de reembolso.

A suspensão do Prodecoop acontece apenas dez dias depois do BNDES paralisar o recebimento de propostas do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Segundo o BNDES, no caso do PCA, a suspensão é exclusiva para as operações com taxa de juros prefixada em até 7% ao ano, “em razão do nível de comprometimento dos recursos disponíveis”.

O ano agrícola 2021/2022 teve início no dia 1º de julho. Ao todo, o Plano Safra previa a destinação de R$ 4,12 bilhões para a construção de armazéns nas propriedades, com prazo máximo de pagamento de 12 anos e taxas de juros entre 5,5% e 7%. O BNDES entrava com uma participação de cerca de R$ 1 bilhão.

Plano Safra
Desde que foi lançado, no fim de junho, o Plano Safra 2021/22, a contratação de crédito bateu recorde, de acordo com Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2021/2022. Apenas em um mês, mais de R$ 27 bilhões foram contratados, um aumento de 16% em relação à safra passada. Com o volume contratado, em julho, os investimentos somaram de R$ 6,8 bilhões, apresentando um crescimento de 38%. As operações de custeio totalizaram R$ 16,5 bilhões, correspondendo a alta de 12% em relação a igual período do ano passado.

Até o momento, os produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) apresentaram o melhor desempenho relativo, com 56% de aumento e R$ 6,6 bilhões contratados, dos quais R$ 4,2 bilhões em custeio e R$ 1,8 bilhão em investimento, esse último com crescimento de 61%. Do montante de recursos autorizados para o Pronaf, ainda restam a ser contratados 87% dos investimentos e 78% das demais finalidades.

O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) apresentou uma elevação de 5% no volume de recursos contratados e atingiu R$ 3,8 bilhões. Desse montante, R$ 3,5 bilhões referem-se às contratações de custeio e, R$ 306 milhões, aos investimentos. Nesse sentido, o saldo remanescente para atendimento a futuras demandas dos médios produtores amparados pelo programa, situa-se em 93% para investimentos e 88% para custeio, comercialização e/ou industrialização.

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