Bebê indígena morre após esperar duas horas por transporte até o hospital

Menina tinha apenas um ano e sofria de pneumonia.

A pequena Utai Kureheru Iny, de apenas um ano, morreu após complicações de uma pneumonia. A criança morava na aldeia Macaúba, na Ilha do Bananal, e esperou cerca de duas horas para ser transferida até o hospital mais próximo, em Santa Teresinha, em Mato Grosso, estado que faz divisa com a cidade.

O transporte era de responsabilidade do Distrito Indígena do Araguaia (DSEI – Araguaia) e poderia ter sido feito em menos de 10 minutos.

O tio da menina e presidente da Associação Indígena Aldeia Macaúba, Josué Wakari, foi quem denunciou o caso ao Instituo Indígena do Tocantins (INDTINS). “Atrasou lá no posto da balsa, o carro demorou, ligamos no plantonista que não atendeu, a menina esperou lá. Nós precisamos só da demissão do motorista, Luiz Antônio, eu quero só isso”, contou o tio.

O cacique da aldeia, Renato Karajá, foi quem levou a menina até o hospital em Confresa (MT), mas ao chegar lá, ela sofreu um ataque cardíaco e não resistiu.

Em nota, o INDTINS afirmou que repudia a ingerência na saúde indígena prestada pelo Distrito de Saúde Indígena do Araguaia, que é de responsabilidade da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI). “Utai Kureheru Iny morreu vítima de um ataque cardíaco após esperar por quase duas horas por um transporte que poderia ter sido feito em menos de 10 minutos. São responsáveis por essa morte e por toda a dor que ela causa a família a ao Povo Karajá não apenas o motorista Luiz Antônio Strutz, que negligenciou seu trabalho, mas todo o DSEI Araguaia que vem fechando os olhos para seu dever com os Povos Indígenas da Ilha do Bananal”, declarou o instituto.

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