Alta nos preços do gás refrigerante ultrapassa 100%

Profissionais do ramo estão assustados com a variação que acontece diariamente.

A elevação generalizada dos fluídos refrigerantes está acontecendo desde o ano passado, os profissionais afirmam que a oscilação acontece até mesmo de um dia para o outro. Em uma loja online de um fornecedor, por exemplo, o preço médio de um botijão de R-410A estava por R$ 1.057,88 mas no mesmo site na manhã seguinte o preço pulou para R$ 2.813,62, uma alta de quase 166%.

Cláudio Marques, técnico em refrigeração na região norte do país, afirma que já perdeu muitos clientes devido a alta nos serviços prestados “Temos que subir bastante o preço do serviço, pois é o preço do gás que determina o valor do serviço prestado” afirmou em entrevista.

Para os analistas o principal motivo tem sido a falta de matéria-prima nos países produtores de fluidos refrigerantes, que gerou a desaceleração na produção durante a pandemia da Covid-19, além disso por ser uma commodity o preço está sujeito às variações do dólar, pesando muito para o brasileiro com a taxa cambial.

Helton Carvalho, também técnico mas em regiões interioranas do estado, confessou ao Giro TO 360 que muitas vezes os profissionais do ramo saem em desvantagem “Inclusive no interior onde a demanda é menor, não podemos oscilar de acordo com o preço do gás para não perder a venda dos serviços.”

Há também reclamações acerca dos preços dos metais como o aço, alumínio e o cobre. A falta de matérias-primas, impactou não só a fabricação do hidroclorofluorcarbono (HCFC) R-22 e dos hidrofluorcarbonos (HFCs) R-134A, R-404A e R-410A mas também as indústrias dos metais presentes nos materiais de fiação.

A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) informou que a oscilação pode continuar até janeiro do ano que vem.

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