Acusado de mandar matar empresário na Avenida Palmas Brasil vai a júri popular

A Justiça decidiu que Bruno Teixeira da Cunha, acusado de mandar matar o empresário Elvisley Costa e Lima, em 2020, irá a júri popular. A decisão é do juiz Cledson Jose Dias Nunes, da 1ª Vara Criminal de Palmas, que também manteve a prisão preventiva do réu no despacho.

O empresário foi assassinado a tiros na manhã do dia 24 de janeiro de 2020, no estacionamento localizado em frente a uma panificadora na avenida. Bruno estava presente no momento do homicídio, dentro do veículo da vítima, e é acusado pela Polícia Civil e o Ministério Público de ter contratado um pistoleiro para a execução.

O acusado de executar o crime, Gilberto de Carvalho Limoeiro Parente Júnior, de 47 anos, foi condenado a 22 anos de prisão em 21 de fevereiro deste ano, durante júri popular que ocorreu em processo separado. O inquérito apontou que o autor dos disparos recebeu R$ 25 mil para cometer o crime.

A decisão de pronúncia, em que o réu é submetido ao julgamento pelo júri popular, é de sexta-feira (1). Entre as considerações, o magistrado manteve a prisão de Bruno pelo fato dele ter fugido logo após o crime. Com mandado de prisão preventiva expedido em agosto de 2020, ele só foi preso no dia 4 de outubro de 2021, em Balneário Camboriú (SC).

“Portanto, havendo prova da materialidade do crime doloso contra a vida e indícios suficientes de autoria ou de participação, impõe-se a pronúncia do réu, haja vista que esta se trata de mera decisão de admissibilidade da acusação, competindo ao Tribunal do Júri a emissão de juízo de certeza”, destaca o juiz em trecho da decisão.

Entre as qualificadoras apontadas no inquérito, o juiz manteve a dificuldade de defesa da vítima. Conforme imagens divulgadas na época do homicídio, o atirador apareceu por trás da caminhonete e efetuou os disparos. Bruno responde por homicídio qualificado.

Prisão

A Polícia Civil de Balneário Camboriú (SC) recebeu a informação de que Bruno Teixeira estaria recebendo atendimento em uma clínica, em outubro do ano passado. Após a prisão, ele foi levado para a Penitenciária de Itajaí e, posteriormente, recambiado para o Tocantins.

Em depoimento durante audiência, Bruno negou que mandou matar Elvisley e alegou que não se colocaria em risco, já que estava dentro do carro da vítima no momento em que o autor abriu fogo. Também informou à Justiça quais negócios tinha com o empresário e que o próprio teria marcado o local do encontro.

O réu aguarda pelo julgamento na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP).

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