Acidentes com arraias aumentam durante temporada de praias

Veneno e bactérias presentes no ferrão das arraias podem causar infecções e até necrose, diz biólogo. Segundo especialista, vítimas devem receber atendimento médico e tratamento para evitar complicações. Três pessoas sofreram ataques neste fim de semana.

No domingo (17), três pessoas sofreram ferimentos de arraias na praia do Croá, em Aliança do Tocantins e na praia da Gaivota, em Araguacema. Em Palmas, 18 banhistas da Praia do Prata foram atacados por piranhas.

Ataques de piranhas são mais frequentes durante a temporada de praias e as vítimas relatam que no momento da mordida, além da dor, sai muito sangue da ferida. Mas a preocupação para infecções é maior com relação a ferroadas de arraias que, se não tratado, o ferimento pode causar até necrose na pele.

Segundo o biólogo Anderson Brito Soares, coordenador de Entomofauna da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses de Palmas (UVCZ), a combinação do veneno e restos do ferrão que podem ficar presos na pele causam graves infecções, que precisam ser tratadas em unidades hospitalares.

“Estudos comprovaram que tem veneno no muco e junto com a ferroada, ficam pedaços de osso na pele, que ajuda mais ainda a ter uma necrose daquele local. Então todo acidente com arraia a pessoa tem que procurar atendimento, para o médico fazer a limpeza daquele local”, alertou o especialista, ressaltando que o local ferido precisa ser bem limpo para evitar infecções. O paciente ainda pode precisar de antibióticos.

Por já ter sido ferroado pelo animal, Anderson relata que no momento do ataque a dor não é intensa, mas assim que a pessoa sai da água, ela dá a impressão que a pele está sendo rasgada. “Para aliviar a dor, as pessoas também indicam que a vítima faça compressas água morna, juntamente com a limpeza”.

Com o Lago, a população das arraias aumentou, e segundo o biólogo, quase não há predadores para esse animal, assim como para as piranhas. “Elas se adaptam muito a esse tipo de ambiente, de água mais parada, não tem predador, as pessoas quase não pescam elas. Por isso aumentou bastante”, afirmou.

Compartilhe com facebook
Compartilhe com twitter
Compartilhe com linkedin
Compartilhe com skype
Compartilhe com telegram
Compartilhe com whatsapp